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Vacinas para o Brasil: o que é obrigatório e o que é recomendado (2026)

Vai ao Brasil? Febre amarela, malária na Amazónia, dengue e as vacinas recomendadas pelo CDC — e com quanta antecedência marcar a consulta do viajante.

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Paisagem do Rio de Janeiro, no Brasil.
Pexels

Informação de carácter geral — não substitui consulta médica. Horários dos centros de vacinação podem alterar-se.

English, for people living in Portugal and travelling from here: Vaccines for Brazil.

O Brasil é um dos destinos mais procurados por quem viaja a partir de Portugal — em férias, em visita à família ou em trabalho. A boa notícia: para entrar no país vindo directamente de Portugal não é exigida nenhuma vacina. A menos boa: a febre amarela está presente em grande parte do território, incluindo zonas perto do Rio de Janeiro e de São Paulo, e isso muda as recomendações para a maioria dos viajantes.

A lista exacta sai da consulta do viajante (39 €), com o roteiro à frente. A febre amarela toma-se num Centro de Vacinação Internacional, com prescrição — não na CUF.

Consulta do viajante para o Brasil: febre amarela, malária na Amazónia e vacinas a partir de Portugal
Consulta do viajante para o Brasil: febre amarela, malária na Amazónia e vacinas a partir de Portugal

Resumo rápido

  • Obrigatório à entrada (voo directo de Portugal): nenhuma vacina.
  • Febre amarela: recomendada pelo CDC para a maior parte do país, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Cataratas do Iguaçu.
  • Malária: apenas em zonas da Amazónia. Não há transmissão nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, nem nas Cataratas do Iguaçu.
  • Outras vacinas a considerar: hepatite A, febre tifoide, hepatite B e raiva, consoante o tipo de viagem.
  • Quando marcar: idealmente 4 a 8 semanas antes. A vacina da febre amarela tem de ser dada pelo menos 10 dias antes da partida.

Febre amarela: onde é recomendada

O CDC recomenda a vacina a partir dos 9 meses de idade para quem vai à maioria dos estados brasileiros: Acre, Amapá, Amazonas, Distrito Federal (Brasília), Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro (incluindo a cidade e as ilhas costeiras), Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo (incluindo a cidade e as ilhas costeiras), Tocantins, parte da Bahia e as Cataratas do Iguaçu.

A vacina não é recomendada se a viagem se limitar às zonas não listadas, como as cidades de Fortaleza e Recife e a maior parte do litoral nordestino.

Pontos importantes:

  • A vacina só é administrada em Centros de Vacinação Internacional (CVI), que emitem o Certificado Internacional de Vacinação. Veja onde fica o CVI mais perto de si. Guias por cidade: Lisboa, Porto, Coimbra.
  • Uma dose é, para a maioria das pessoas, válida para toda a vida. O certificado só é válido 10 dias depois da toma.
  • Se depois do Brasil seguir para outro país da América do Sul, alguns vizinhos podem pedir comprovativo de vacinação — por vezes logo no balcão da companhia aérea.
  • Há pessoas para quem a vacina exige avaliação cuidadosa (por exemplo, mais de 60 anos, gravidez, imunossupressão ou doença do timo). É isso que se decide na consulta do viajante.

Guia da vacina: febre amarela.

Malária: só se vai à Amazónia

O risco de malária no Brasil concentra-se na região amazónica:

  • Transmissão em todo o território dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia e Roraima.
  • Presente no Maranhão, Mato Grosso e Pará, mas rara nas capitais (São Luís, Cuiabá e Belém).
  • Casos raros em zonas rurais e florestais de outros estados (por exemplo, Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro ou São Paulo) — aqui recomenda-se apenas prevenção de picadas.
  • Sem transmissão nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, e nas Cataratas do Iguaçu.

Para as zonas de risco, o CDC recomenda medicação preventiva (quimioprofilaxia). Existem várias opções — atovaquona-proguanil, doxiciclina, mefloquina, tafenoquina — e a escolha depende da duração da viagem, da sua saúde e de outros medicamentos que tome. Algumas começam 1–2 dias antes da partida, outras mais cedo, e todas continuam durante algum tempo depois do regresso.

Não há vacina contra a malária para viajantes. Se a Amazónia não faz parte do seu roteiro, é muito provável que não precise de medicação. A receita, quando faz sentido, sai da consulta: profilaxia da malária.

Dengue, zika e chikungunya

Estas três doenças transmitidas por mosquitos circulam em zonas urbanas e rurais de grande parte do Brasil, incluindo a região do Iguaçu. A protecção contra picadas é essencial mesmo onde não há malária: repelente adequado, roupa comprida ao fim do dia e alojamento com rede ou ar condicionado.

Se está grávida ou a planear engravidar, fale com um médico antes de viajar por causa do risco de zika.

Consulta do viajante · videoconsulta

Prepare a viagem com um plano de vacinas personalizado

  • 39 € · consulta por videochamada
  • Receita e plano de vacinas no próprio dia, quando indicados
  • Vacinas pagas à parte, num Centro de Vacinação Internacional

Outras vacinas a considerar

  • Hepatite A: recomendada para a maioria dos viajantes (transmissão por água e alimentos).
  • Febre tifoide: sobretudo se vai visitar família, ficar em zonas rurais ou comer fora dos circuitos habituais.
  • Hepatite B: para estadias longas, trabalho em saúde ou possibilidade de tratamentos médicos ou dentários no destino.
  • Raiva: para estadias longas, actividades ao ar livre ou contacto com animais.
  • Vacinas de rotina: confirme que tem o Programa Nacional de Vacinação em dia, incluindo sarampo e tétano.

Mais contexto: malária e hepatite A/B.

Com quanta antecedência deve marcar

Quando O que fazer
6–8 semanas antes Consulta do viajante (ideal, sobretudo se vai à Amazónia ou precisa de várias vacinas)
Até 10 dias antes Última data para a vacina da febre amarela ser válida à chegada
1–2 semanas antes Levantar medicação para a malária, se for o caso
Última hora Ainda vale a pena: há protecção parcial possível e aconselhamento útil

Os CVI em Portugal têm frequentemente listas de espera. Fazer primeiro a consulta médica online permite chegar ao CVI já com a indicação e a receita.

Perguntas frequentes

O que significa o semáforo dos centros de vacinação?
Verde: atenderam com facilidade na auditoria Lon Clinic. Amarelo: pode ser preciso insistir. Vermelho: contacto difícil. Cinzento: ainda sem chamada nossa. Não classifica a qualidade clínica — só se o telefone atende.

Vou ao Brasil no Natal ou no Ano Novo. Quando marco a consulta?

Idealmente até ao fim de Outubro — 4 a 8 semanas antes da partida. A vacina da febre amarela tem de ser dada pelo menos 10 dias antes, e os Centros de Vacinação Internacional têm muita procura em Dezembro. Veja os prazos para cada destino em vacinas para viajar no Natal e Ano Novo.

Preciso de certificado de febre amarela para entrar no Brasil?

Não, se viajar directamente de Portugal. Pode precisar se seguir depois para outros países da região.

Vou só ao Rio de Janeiro. Preciso da vacina da febre amarela?

O CDC recomenda-a também para o Rio de Janeiro e para São Paulo, incluindo as cidades.

Vou só a Fortaleza ou Recife.

Nesse caso a vacina da febre amarela não é recomendada pelo CDC, mas as restantes recomendações (hepatite A, prevenção de picadas) mantêm-se.

Preciso de comprimidos para a malária?

Só se for à região amazónica. Para as grandes cidades e zonas costeiras turísticas, não.

Marque a consulta do viajante

Outros destinos

Fontes

Este artigo é informativo e não substitui uma consulta médica. As recomendações podem mudar; confirme sempre antes de viajar.

Veja também: países onde a vacina da febre amarela é obrigatória.

Vila costeira em Portugal
Consulta do viajante · Lon Clinic

Hoje ou amanhã

39 € · consulta do viajante online

Agendamento direto — a vacina toma-se depois num Centro de Vacinação Internacional

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Viagem

Consulta do viajante online em Portugal.

Enquanto a maioria dos serviços pede 4 a 8 semanas de antecedência, a Lon Clinic marca a consulta para hoje ou amanhã. 39 €. A vacina toma-se depois num Centro de Vacinação Internacional.

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