Viajante
Vacinas para a Tailândia: o que precisa mesmo (2026)
Vai à Tailândia? Malária só em zonas de fronteira, encefalite japonesa em alguns casos e hepatite A para quase todos. Saiba o que precisa e quando marcar.

Informação de carácter geral — não substitui consulta médica. Horários dos centros de vacinação podem alterar-se.
English, for people living in Portugal and travelling from here: Vaccines for Thailand.
Banguecoque, o norte montanhoso, as ilhas do sul — a Tailândia é um destino onde o roteiro muda tudo. Uma viagem de praia e cidade exige pouco. Um mês de mochila pelo norte ou trilhos na selva junto à fronteira exige bastante mais.
Uma consulta do viajante (39 €) cruza o itinerário dia a dia com o boletim e diz o que faz falta — e o que não faz.
Resumo rápido
- Obrigatório à entrada (voo de Portugal): nenhuma vacina. A febre amarela só é exigida se chegar de um país com risco (por exemplo, depois de estar no Brasil ou em África).
- Malária: risco sobretudo nas províncias de fronteira (Mianmar, Camboja, Malásia). Em Banguecoque, Chiang Mai e Phuket os casos são raros e não se recomendam comprimidos.
- Encefalite japonesa: recomendada para estadias de um mês ou mais, ou viagens curtas com muito tempo em zonas rurais.
- Outras vacinas: hepatite A e hepatite B para a maioria; febre tifoide e raiva conforme o tipo de viagem.
- Quando marcar: 6 a 8 semanas antes, sobretudo se precisar da encefalite japonesa (duas doses).
Malária: depende de onde vai
Segundo o CDC:
- Risco principal: províncias que fazem fronteira com Mianmar, Camboja (exceto Buri Ram) e Malásia, sobretudo em zonas rurais e de floresta. Aqui recomenda-se medicação preventiva (atovaquona-proguanil, doxiciclina ou tafenoquina). A receita sai da consulta: profilaxia da malária.
- Casos raros: Banguecoque, Chiang Mai, Chiang Rai e as ilhas de Koh Samui, Koh Pha Ngan e Phuket. Recomenda-se só prevenção de picadas, sem comprimidos.
- Sem transmissão: Pattaya e as ilhas da província de Krabi (Koh Phi Phi, Koh Lanta, Koh Yao Noi, Koh Yao Yai).
Em resumo: para o circuito clássico Banguecoque–Chiang Mai–ilhas, normalmente não precisa de comprimidos para a malária. Se vai fazer trekking ou ficar junto às fronteiras, precisa de avaliação médica.
Encefalite japonesa
A encefalite japonesa é uma infeção do cérebro transmitida por mosquitos, presente em grande parte da Tailândia fora da capital. Os surtos são mais frequentes no norte (vale de Chiang Mai) entre maio e outubro, mas já houve casos em viajantes em zonas costeiras do sul.
O CDC recomenda a vacina para quem:
- fica um mês ou mais em zonas com encefalite japonesa;
- vai viver para a Tailândia;
- viaja frequentemente para estas zonas.
E sugere considerá-la em viagens mais curtas com actividades de risco: zonas rurais, trekking, campismo ou alojamento sem ar condicionado nem rede. Não é recomendada para viagens curtas só a cidades.
A vacina tem duas doses, por isso precisa de tempo — é o principal motivo para marcar a consulta cedo. Toma-se num Centro de Vacinação Internacional, com prescrição.
Dengue
A dengue circula em toda a Tailândia, incluindo cidades e ilhas. Proteja-se das picadas durante o dia: é quando o mosquito da dengue mais pica. Pergunte na consulta se a vacina da dengue faz sentido no seu caso.
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- Receita e plano de vacinas no próprio dia, quando indicados
- Vacinas pagas à parte, num Centro de Vacinação Internacional
Febre amarela: só se vier de outro país
Se viajar de Portugal, não precisa de certificado. Se chegar vindo de um país com risco — por exemplo o Brasil ou um país africano com transmissão — o certificado pode ser exigido. Guia da vacina: febre amarela. Não se toma na CUF.
Outras vacinas a considerar
- Hepatite A: fortemente recomendada.
- Hepatite B: fortemente recomendada, sobretudo em estadias longas, tatuagens, tratamentos médicos ou dentários no local.
- Febre tifoide: para quem come muito fora dos circuitos turísticos ou vai a zonas rurais.
- Raiva: cães e macacos são comuns; considere para estadias longas, trilhos ou contacto com animais.
- Vacinas de rotina: Programa Nacional de Vacinação em dia, incluindo sarampo e gripe.
Mais contexto: malária e hepatite A/B.
Com quanta antecedência deve marcar
| Quando | O que fazer |
|---|---|
| 6–8 semanas antes | Consulta do viajante; início da encefalite japonesa se indicada |
| 2–4 semanas antes | Completar as vacinas de várias doses |
| 1–2 semanas antes | Levantar a medicação para a malária, se o roteiro a exigir |
| Última hora | Ainda útil: hepatite A e aconselhamento para o roteiro |
Perguntas frequentes
O que significa o semáforo dos centros de vacinação?
Verde: atenderam com facilidade na auditoria Lon Clinic. Amarelo: pode ser preciso insistir. Vermelho: contacto difícil. Cinzento: ainda sem chamada nossa. Não classifica a qualidade clínica — só se o telefone atende.
Vou à Tailândia no Natal ou no Ano Novo. Quando marco a consulta?
Em Outubro, se a encefalite japonesa estiver em causa (duas doses). Para uma viagem de praia sem zonas rurais, até meados de Novembro costuma chegar. Veja os prazos para cada destino em vacinas para viajar no Natal e Ano Novo.
Preciso de comprimidos para a malária para ir a Phuket ou Koh Samui?
Normalmente não. O CDC recomenda apenas prevenção de picadas nestas ilhas.
Preciso da vacina da encefalite japonesa para duas semanas de férias?
Na maioria dos casos, não — depende do que vai fazer. Se passar muito tempo em zonas rurais ou fizer trekking, avalie na consulta.
Preciso de alguma vacina obrigatória?
Não, se viajar de Portugal. Só se chegar vindo de um país com risco de febre amarela.
Marque a consulta do viajante
Outros destinos
- Vacinas para o Brasil
- Vacinas para Angola
- Vacinas para Moçambique
- Vacinas para Cabo Verde
- Vacinas para a Índia
- Safari no Quénia e na Tanzânia
Fontes
- CDC Yellow Book 2026 — Thailand
- CDC Yellow Book — Yellow Fever Vaccine and Malaria Prevention Information, by Country
- CDC Yellow Book — Japanese Encephalitis
Este artigo é informativo e não substitui uma consulta médica. As recomendações podem mudar; confirme sempre antes de viajar.