Viajante
Que vacinas preciso para viajar para a Guiné-Bissau?
Febre amarela obrigatória à entrada, malária em todo o país, hepatite A, tifóide e meningite em alguns casos. Consulta do viajante online, 39 €.

Informação de carácter geral — não substitui consulta médica. Horários dos centros de vacinação podem alterar-se.
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published: 2026-09-27
updated: 2026-09-27
section: Medicina do viajante
Resposta directa
• Febre amarela é obrigatória: a Guiné-Bissau exige o certificado internacional a todos os viajantes com mais de 1 ano, venham de onde vierem. Só é válido 10 dias após a vacina.
• Malária em todo o país, com risco elevado: a profilaxia com receita é recomendada para todos.
• Hepatite A e febre tifóide para a maioria; meningite ACWY para quem visita família ou fica muito tempo.
Marcar consulta do viajante — 39 €
A Guiné-Bissau é um dos destinos africanos com mais ligação a Portugal, e muitos viajantes vão visitar família. É também um dos destinos onde a preparação mais conta: sem certificado de febre amarela válido, pode não entrar no país.
Resumo: que vacinas e medicação considerar
| Vacina ou medida | Para quem | Nota |
|---|---|---|
| Febre amarela | Todos a partir dos 9 meses | Certificado obrigatório acima de 1 ano; válido 10 dias após a toma |
| Profilaxia da malária | Todos os viajantes | Exige receita médica |
| ## Hepatite A | Todos os não vacinados | Protecção duradoura |
| ## Febre tifóide | Maioria dos viajantes | Sobretudo visitas a família |
| Tétano (reforço) | Se a última dose foi há mais de 10 anos | Cuidados médicos limitados |
| Meningite ACWY | Visitas a família, estadias longas, mochileiros, profissionais de saúde | País na «cintura da meningite» africana |
| ## Hepatite B | Estadias longas, risco profissional ou sexual | Avaliar na consulta |
Raiva
Contacto com animais, estadias de mais de 1 mês, zonas sem acesso a cuidados
Casos em animais domésticos
Cólera
Trabalho humanitário, zonas de surto
Vacina oral
Sarampo (VASPR)
Todos
Confirmar duas doses
Febre amarela: obrigatória para todos
A Guiné-Bissau exige o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela a todos os viajantes com mais de 1 ano. Não importa se o voo é directo de Lisboa. Há também risco de transmissão em todo o país, por isso a vacina é recomendada a partir dos 9 meses.
Três pontos práticos:
• Validade: o certificado só é válido a partir do 10.º dia após a vacina. Conte com isto antes do voo.
• Onde tomar: num Centro de Vacinação Internacional (CVI), com prescrição médica. Veja os centros de vacinação internacional em Portugal.
• Uma dose chega: a OMS considera o certificado válido para toda a vida.
A vacina não é adequada para todos, por exemplo em algumas doenças do sistema imunitário, na gravidez ou acima dos 60 anos. Nesses casos a decisão faz-se em consulta.
Malária na Guiné-Bissau
O risco de malária é elevado em todo o país, incluindo Bissau e o arquipélago dos Bijagós. A profilaxia é recomendada para todos os viajantes.
As opções habituais são atovaquona/proguanil, doxiciclina ou mefloquina. Todas exigem receita médica em Portugal. A escolha depende da duração da viagem, da idade e da sua saúde.
Quem nasceu ou cresceu na Guiné-Bissau e vive em Portugal há anos perde a protecção natural. Os viajantes que visitam família são dos que mais adoecem com malária no regresso.
Febre durante a viagem ou no ano seguinte ao regresso é urgência médica. Saiba mais sobre a profilaxia da malária.
Marcar consulta do viajante — 39 €
Meningite: quando faz sentido
A Guiné-Bissau fica na chamada «cintura da meningite» da África subsariana. A vacina meningocócica ACWY é recomendada para quem vai ter contacto próximo com a população: visitas a família, estadias longas, viagens de mochila e profissionais de saúde.
Outros riscos a conhecer
• Dengue e Zika: mosquitos que picam de dia. Grávidas devem discutir a viagem com o médico por causa do Zika.
• Schistosomíase: evite nadar em água doce. Mar e piscinas com cloro são seguros.
• Raiva: evite contacto com cães e outros animais. Após uma mordedura, lave bem e procure cuidados médicos no próprio dia.
Consulta do viajante · videoconsulta
Prepare a viagem com um plano de vacinas personalizado
- 39 € · consulta por videochamada
- Receita e plano de vacinas no próprio dia, quando indicados
- Vacinas pagas à parte, num Centro de Vacinação Internacional
Quando marcar a consulta
Idealmente 4 a 6 semanas antes. O prazo mínimo que importa é o da febre amarela: a vacina tem de ser tomada pelo menos 10 dias antes de chegar. Se o voo é já na próxima semana, veja o que ainda dá para fazer.
Perguntas frequentes
A vacina da febre amarela é obrigatória para a Guiné-Bissau? Sim, para todos os viajantes com mais de 1 ano, mesmo num voo directo de Lisboa. O certificado só é válido 10 dias após a vacina.
Há malária em Bissau? Sim. O risco é elevado em todo o país, incluindo a capital e os Bijagós. A profilaxia é recomendada para todos.
Vou visitar família. Preciso mesmo de tudo isto? Sim. Quem visita família tem, em regra, mais risco de malária, febre tifóide e meningite, porque fica mais tempo e mais perto da comunidade.
Onde tomo a vacina da febre amarela? Num Centro de Vacinação Internacional, com prescrição. A consulta do viajante online passa a prescrição, válida em qualquer CVI de Portugal.
Quanto custa a consulta? 39 € por pessoa, ou 69 € para duas. As vacinas e a medicação da malária pagam-se à parte.
Fontes
• TravelHealthPro (NaTHNaC) — Guiné-Bissau
• Regras de certificado: confirmar com a embaixada e a companhia aérea na semana da viagem
• DGS
Veja também: países onde a vacina da febre amarela é obrigatória.