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Viajante

Que vacinas preciso para viajar para São Tomé e Príncipe?

Malária em todo o país, hepatite A e febre tifóide. Febre amarela só se fizer escala em país de risco. Consulta do viajante online, 39 €.

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Passaporte e acessórios de viagem.
Pexels

Informação de carácter geral — não substitui consulta médica. Horários dos centros de vacinação podem alterar-se.


slug: vacinas-para-viajar-a-sao-tome-e-principe
published: 2026-09-27
updated: 2026-10-12
section: Medicina do viajante

Resposta directa

  • Malária é o risco principal: há transmissão elevada em todo o país e a profilaxia com receita é recomendada.
  • Hepatite A e febre tifóide são recomendadas para a maioria dos viajantes a partir de Portugal.
  • Febre amarela: o certificado só é exigido a quem chega de um país de risco ou faz escala num aeroporto de um país de risco (por exemplo, Acra, no Gana). Num voo directo de Lisboa, não é exigido.

Marcar consulta do viajante — 39 €

Pessoas a caminhar numa praia junto ao mar
Pessoas a caminhar numa praia junto ao mar

São Tomé e Príncipe parece um destino «fácil»: fala-se português, as praias são calmas e muita gente vai visitar família, sobretudo no Natal. Mas é um dos destinos com mais malária para quem parte de Portugal. O erro mais comum é tratar a viagem como umas férias no Algarve com mais calor.

Resumo: que vacinas e medicação considerar

Vacina ou medidaPara quemNota
Profilaxia da maláriaTodos os viajantesExige receita médica; começa antes de chegar
Hepatite ATodos os não vacinadosDuas doses dão protecção duradoura
Febre tifóideMaioria dos viajantesSobretudo visitas a família e estadias longas
Tétano (reforço)Se a última dose foi há mais de 10 anosAcesso a cuidados médicos pode ser limitado
Hepatite BEstadias longas, profissionais de saúde, risco sexualAvaliar na consulta
RaivaContacto com animais, estadias longas, zonas remotasPré-exposição simplifica o tratamento
Sarampo (VASPR)TodosConfirmar duas doses
Febre amarelaSó se chegar de país de risco ou fizer escala numPor norma não recomendada para a viagem em si

Febre amarela: é obrigatória para São Tomé?

Depende do trajecto, não do destino. Segundo o Regulamento Sanitário Internacional, São Tomé e Príncipe exige certificado a viajantes com mais de 1 ano que cheguem de um país com risco de febre amarela, ou que tenham feito escala num aeroporto desse país.

Na prática:

  • Voo directo Lisboa–São Tomé: o certificado não é exigido.
  • Voo com escala em Acra (Gana) ou noutro país africano de risco: o certificado passa a ser exigido.
  • Viagem combinada com Angola, Gabão ou Camarões: conte com a exigência.

O risco de febre amarela no próprio país é baixo, e a vacina, por norma, não é recomendada só por ir a São Tomé. Acima dos 60 anos, os riscos da vacina pesam mais e a decisão deve ser tomada em consulta.

Se precisar do certificado, lembre-se de que só é válido a partir do 10.º dia após a vacina. A vacina toma-se num Centro de Vacinação Internacional (CVI), com prescrição médica.

Malária em São Tomé e Príncipe

Há risco elevado de malária em todo o território, incluindo a cidade de São Tomé e a ilha do Príncipe. A profilaxia é recomendada para todos os viajantes.

As opções habituais são atovaquona/proguanil, doxiciclina ou mefloquina. A escolha depende da duração da viagem, da idade, de outras doenças e da medicação habitual. Todos exigem receita médica em Portugal e começam antes de chegar.

Febre durante a viagem ou até um ano depois do regresso deve ser tratada como possível malária até prova em contrário. Procure uma urgência e diga que esteve em São Tomé.

Saiba mais sobre a profilaxia da malária com receita.

Marcar consulta do viajante — 39 €

Hepatite A e febre tifóide

Ambas transmitem-se por água e alimentos contaminados. A hepatite A é recomendada para todos os viajantes não vacinados. A febre tifóide é recomendada para a maioria, sobretudo quem fica em casa de família, faz estadias longas ou vai a zonas rurais.

Consulta do viajante · videoconsulta

Prepare a viagem com um plano de vacinas personalizado

  • 39 € · consulta por videochamada
  • Receita e plano de vacinas no próprio dia, quando indicados
  • Vacinas pagas à parte, num Centro de Vacinação Internacional

Outros riscos a conhecer

  • Dengue e chikungunya: transmitidas por mosquitos que picam de dia. Não há medicação preventiva; o repelente é a principal protecção.
  • Schistosomíase: evite nadar ou tomar banho em rios e lagoas. O mar e piscinas com cloro não são risco.
  • Tuberculose: relevante para estadias longas e crianças não vacinadas que vão viver no país.

Quando marcar a consulta

O ideal é 4 a 6 semanas antes. Mas mesmo com pouco tempo a consulta compensa, porque a malária é o ponto crítico e a profilaxia começa 1 a 2 dias antes (ou 2 a 3 semanas, no caso da mefloquina).

Se o itinerário tiver escala em Acra e ainda não tiver o certificado de febre amarela, conte com os 10 dias de validade antes de marcar o voo.

Vai passar o Natal ou o Ano Novo a São Tomé? Marque a consulta em Outubro ou no início de Novembro: assim há tempo para a hepatite A, para a profilaxia da malária e, se for preciso, para o certificado de febre amarela.

Perguntas frequentes

Preciso da vacina da febre amarela para ir a São Tomé? Só se chegar de um país com risco de febre amarela ou fizer escala num aeroporto desse país, como Acra. Num voo directo de Lisboa, o certificado não é exigido.

Há malária em São Tomé e Príncipe? Sim, o risco é elevado em todo o país. A profilaxia com receita é recomendada para todos os viajantes, incluindo quem vai visitar família.

Quem tem família em São Tomé também precisa de profilaxia? Sim. Quem cresceu num país com malária perde a protecção ao viver fora. Os viajantes que visitam família estão entre os que têm mais risco.

Posso fazer a consulta do viajante online? Sim. A avaliação e as receitas fazem-se por videoconsulta; as vacinas tomam-se depois num CVI. A consulta custa 39 €.

Quanto tempo antes devo marcar? Idealmente 4 a 6 semanas antes. Com pouco tempo, marque na mesma: a profilaxia da malária ainda se consegue organizar.

Fontes

  • TravelHealthPro (NaTHNaC) — São Tomé e Príncipe
  • Regras de certificado: confirmar com a companhia aérea e a embaixada na semana da viagem
  • DGS

Veja também: países onde a vacina da febre amarela é obrigatória · vacinas para viajar no Natal e Ano Novo.

Vila costeira em Portugal
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Agendamento direto — a vacina toma-se depois num Centro de Vacinação Internacional

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