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Febre amarela: que países exigem certificado a quem esteve no Brasil?
Viajou do Brasil ou fez escala no país? Veja destinos que podem exigir o certificado da febre amarela e como obter o CIVP em Portugal ou no Brasil.

Informação de carácter geral — não substitui consulta médica individualizada.
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published: 2026-09-27
updated: 2026-09-27
section: Medicina do viajante
Febre amarela: que países a exigem a brasileiros ou a quem esteve no Brasil?
Resposta directa
- O que conta é o percurso, não o passaporte. Quem chega do Brasil ou fez escala lá pode precisar do certificado em dezenas de países, incluindo Cabo Verde, Moçambique, Índia, Tailândia e Emirados Árabes Unidos. Um brasileiro que viaja directamente de Portugal tem as mesmas regras que um português.
- Na prática, muitos brasileiros preferem vacinar-se na mesma, mesmo que não tenham estado recentemente no Brasil, com receio de serem barrados no check-in. Como a vacina dura toda a vida, uma dose resolve de vez, desde que não haja contra-indicação.
- Quem já foi vacinado no Brasil precisa do Certificado Internacional de Vacinação (CIVP), não só do cartão de vacinas do SUS.
Marcar consulta do viajante — 39 €
Para quem vive entre Portugal e o Brasil, a febre amarela é uma dúvida que volta em cada viagem. Vou a Cabo Verde depois de visitar a família em São Paulo: preciso? Tenho passaporte brasileiro e vou à Tailândia a partir de Lisboa: pedem-me? Este guia responde às duas perguntas e explica porque é que, na dúvida, muitas pessoas preferem ter o certificado.
O passaporte conta?
Não. As regras de febre amarela dependem de onde esteve, não da nacionalidade. O Brasil é considerado pela Organização Mundial da Saúde um país com risco de febre amarela, por isso o que importa é se chega do Brasil ou passou por lá antes do destino.
- Brasileiro, voo directo Lisboa → Tailândia: mesma regra que um português. Não é exigido.
- Português, voo São Paulo → Cabo Verde: exigido, porque chega de um país de risco.
- Qualquer pessoa, Lisboa → São Paulo → Índia: exigido, porque fez escala no Brasil.
Então porque é que tanta gente se vacina na mesma?
Porque a regra no papel e o que acontece no aeroporto nem sempre coincidem.
- O check-in é feito pela companhia aérea, que pode recusar o embarque se tiver dúvidas. Com um passaporte brasileiro, carimbos recentes do Brasil ou um itinerário complicado, há viajantes a quem pedem o certificado mesmo quando não seria obrigatório.
- As regras mudam, por vezes sem aviso, e nem sempre estão actualizadas nos sistemas das companhias.
- A vacina é válida para toda a vida. Uma dose, tomada uma vez, evita a dúvida em viagens futuras.
Para quem viaja com frequência entre o Brasil e outros destinos, ter o certificado pode ser uma decisão sensata. Não se deve vacinar por receio sem avaliação médica, porque a vacina tem contra-indicações.
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Países que exigem o certificado a quem vem do Brasil
Estes são destinos relevantes para quem vive em Portugal e passa pelo Brasil. Em geral, exigem o certificado a quem chega de um país de risco ou fez escala num deles; confirme sempre a regra actual do destino.
| Região | Países |
|---|---|
| África lusófona | Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe |
| Outros países africanos | África do Sul, Egipto, Etiópia, Quénia, Nigéria, Senegal, Tanzânia |
| Ásia | China, Filipinas, Índia, Indonésia, Malásia, Singapura, Tailândia |
| Médio Oriente | Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos |
| Américas | Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, Nicarágua, Panamá |
| Oceânia | Austrália |
Angola e Guiné-Bissau exigem o certificado a todos os viajantes, venham de onde vierem. Veja a lista de países onde a febre amarela é obrigatória.
Casos especiais
- República Dominicana: segundo as notas de referência, exige o certificado a quem vem de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo ou Rio de Janeiro, ou fez escala de mais de 12 horas num desses estados. Confirme a regra actual antes da viagem.
- Escalas: alguns países pedem o certificado após qualquer escala no Brasil (por exemplo, Índia e São Tomé e Príncipe); outros só se a escala durar mais de 12 horas (por exemplo, Tailândia, Emirados Árabes Unidos e Egipto).
- Tempo desde a saída do Brasil: muitos países só consideram uma passagem recente, em geral nos 6 dias anteriores. Confirme o prazo aplicável com o país de destino.
Fui vacinado no Brasil. O cartão do SUS serve?
Em regra, não. O cartão de vacinação do SUS comprova a vacina, mas nas fronteiras o documento aceite é o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), o «cartão amarelo».
Quem foi vacinado no Brasil pode pedir o CIVP à Anvisa com base no registo da vacina. Em Portugal, quem se vacina num Centro de Vacinação Internacional recebe o certificado no momento. Se não encontrar o registo da vacina, a consulta ajuda a decidir se deve repetir a dose. Confirme o processo actual de emissão do CIVP junto da Anvisa.
Quem não deve vacinar-se «por precaução»
A vacina da febre amarela é uma vacina viva. Exige avaliação cuidadosa em:
- Pessoas com mais de 60 anos, pelo maior risco de efeitos graves
- Grávidas e mulheres a amamentar bebés com menos de 6 meses
- Pessoas com o sistema imunitário enfraquecido, por doença ou medicação
- Pessoas com doenças do timo
Nestes casos, a alternativa pode ser um certificado de isenção médica. Não é aceite em todo o lado, por isso deve ser tratado com antecedência.
Quando marcar a consulta
Pelo menos 10 dias antes de chegar ao destino que exige o certificado: é a partir desse dia que ele é válido. Idealmente, marque 4 a 6 semanas antes, para haver tempo de pedir o CIVP ou tratar de uma isenção.
Perguntas frequentes
Tenho passaporte brasileiro. Preciso da vacina da febre amarela para viajar de Portugal?
Não por causa do passaporte. Depende do destino e de ter estado recentemente no Brasil ou noutro país de risco.
Vou do Brasil para Cabo Verde. Preciso do certificado?
Em geral, sim. Cabo Verde exige-o a quem chega de um país com risco de febre amarela, como o Brasil. Confirme sempre a regra antes da viagem.
Fui vacinado no Brasil em criança. Estou protegido?
Para efeitos de fronteira, uma dose válida chega para toda a vida. Precisa, no entanto, do certificado internacional (CIVP), não só do cartão do SUS.
Vale a pena vacinar-me mesmo sem ser obrigatório?
Para quem viaja com frequência entre o Brasil e outros destinos, pode valer a pena, desde que não tenha contra-indicações. A decisão deve ser avaliada clinicamente.
Posso fazer a consulta online?
Sim. A consulta do viajante online avalia o itinerário e emite a prescrição, válida em qualquer CVI de Portugal. Custa 39 €.
Fontes
- OMS — exigências de certificado de febre amarela (Annex 1)
- TravelHealthPro — República Dominicana
- Anvisa — emissão do Certificado Internacional de Vacinação (confirmar o processo actual antes de publicar)
- DGS