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Viajante

Que vacinas preciso para viajar para o Peru (Machu Picchu e Amazónia)?

Nenhuma vacina obrigatória. Febre amarela e malária só na Amazónia, não em Lima nem Machu Picchu. Hepatite A, tifóide e altitude. Consulta 39 €.

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Ruínas de Machu Picchu e montanhas no Peru.
Pexels

Informação de carácter geral — não substitui consulta médica. Horários dos centros de vacinação podem alterar-se.


slug: vacinas-para-viajar-ao-peru
published: 2026-09-27
updated: 2026-09-27
section: Medicina do viajante

Resposta directa

• Nenhuma vacina é obrigatória para entrar no Peru a partir de Portugal.
• Febre amarela e malária dependem do roteiro: são relevantes na Amazónia (Iquitos, Puerto Maldonado), mas não em Lima, Cusco nem Machu Picchu.
• Hepatite A e febre tifóide para a maioria. Em Cusco, o maior risco é a altitude.
Marcar consulta do viajante — 39 €

Montanha coberta de neve entre nuvens
Montanha coberta de neve entre nuvens

O roteiro clássico no Peru é Lima, Cusco, Vale Sagrado e Machu Picchu, por vezes com o lago Titicaca ou uns dias na Amazónia. Estas zonas têm riscos muito diferentes. Quem fica pelos Andes não precisa de febre amarela nem de comprimidos para a malária. Quem vai à selva, provavelmente sim.

Resumo: que vacinas e medidas considerar

Vacina ou medidaPara quemNota
Vacina ou medidaPara quemNota
Hepatite ATodos os não vacinadosÁgua e alimentos
Febre tifóideMaioria dos viajantesComida de rua, estadias longas
Tétano (reforço)Se a última dose foi há mais de 10 anosTrekking
Febre amarelaQuem vai à Amazónia ou a zonas de selva a leste dos AndesNão necessária só para Lima, Cusco e Machu Picchu
Profilaxia da maláriaAmazónia, sobretudo a região de Loreto (Iquitos)Sem risco em Lima, Cusco, Machu Picchu e Titicaca
RaivaTrekking longe de cuidados médicos, estadias longas, contacto com animaisCães e morcegos
Hepatite BEstadias longas, risco profissional ou sexualAvaliar na consulta

Há alguma vacina obrigatória para o Peru?

Não, para quem parte de Portugal. O Peru não exige certificado de febre amarela à entrada. Mas se depois seguir para outro país que o exija a quem vem do Peru, precisa dele. Confirme sempre o itinerário completo.

Febre amarela: só se for à Amazónia

Há risco de febre amarela nas zonas de selva a leste dos Andes, abaixo de cerca de 2300 metros. A vacina é recomendada para quem vai a essas zonas, incluindo Iquitos e Puerto Maldonado.
Para quem visita apenas Lima, Cusco, Machu Picchu, o Vale Sagrado ou o lago Titicaca, em regra não é recomendada.
Se precisar da vacina, tome-a pelo menos 10 dias antes de chegar à zona de risco, num Centro de Vacinação Internacional. Veja os centros de vacinação internacional em Portugal.
Marcar consulta do viajante — 39 €

Malária no Peru

A malária concentra-se na Amazónia, com maior risco na região de Loreto (Iquitos). Para essas zonas, a profilaxia com receita pode ser recomendada, conforme a duração e o tipo de viagem.
Não há risco de malária em Lima, na costa turística, em Cusco, Machu Picchu, Arequipa nem no lago Titicaca.

Altitude em Cusco e Machu Picchu

Cusco fica a cerca de 3400 metros e o lago Titicaca a mais de 3800. Muitos viajantes aterram directamente de Lima e sentem dor de cabeça, náuseas, cansaço e dificuldade em dormir.
• Suba devagar: se possível, comece pelo Vale Sagrado, que é mais baixo, antes de dormir em Cusco.
• Primeiros dias com calma: pouco álcool, muita água, sem esforços grandes.
• Medicação preventiva: a acetazolamida pode ajudar em alguns casos. Exige receita e avaliação, porque não é adequada para todos.
• Sinais de alarme: falta de ar em repouso, confusão ou falta de equilíbrio exigem descer e procurar ajuda de imediato.

Outros riscos a conhecer

• Dengue: sobretudo na costa norte e na Amazónia. Repelente durante o dia.
• Diarreia do viajante: muito comum. Água engarrafada e cuidado com ceviche fora de sítios de confiança.
• Raiva: evite cães na rua e em trilhos. Qualquer mordedura exige avaliação médica no próprio dia.

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  • Receita e plano de vacinas no próprio dia, quando indicados
  • Vacinas pagas à parte, num Centro de Vacinação Internacional

Quando marcar a consulta

Idealmente 4 a 6 semanas antes, sobretudo se o roteiro incluir Amazónia (febre amarela, malária) ou trekking de vários dias. Com menos tempo, a consulta continua a ser útil para a altitude e a farmácia de viagem.

Perguntas frequentes

Preciso da vacina da febre amarela para Machu Picchu? Em regra, não. Só é recomendada se o roteiro incluir a Amazónia ou outras zonas de selva.
Há malária em Cusco ou Machu Picchu? Não. A malária concentra-se na Amazónia, sobretudo em Loreto.
Como evito o mal de altitude em Cusco? Suba de forma gradual, descanse nos primeiros dias e beba bastante água. Em alguns casos, pode ser receitada medicação preventiva.
Vou a Iquitos. O que muda? Passa a ser recomendada a vacina da febre amarela e, provavelmente, a profilaxia da malária. Marque a consulta com pelo menos 2 semanas de antecedência.
Quanto custa a consulta do viajante? 39 € por pessoa, 69 € para duas. As vacinas e a medicação pagam-se à parte.

Fontes

• TravelHealthPro (NaTHNaC) — Peru (confirmar antes de publicar)
• DGS

Vila costeira em Portugal
Consulta do viajante · Lon Clinic

Hoje ou amanhã

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Agendamento direto — a vacina toma-se depois num Centro de Vacinação Internacional

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