Viajante
Malária e hepatite A/B: o que precisa de saber antes de viajar
Profilaxia de malária (receita, sem vacina de rotina) e vacinas de hepatite A e B antes de viajar. Consulta do viajante online, 39 €; toma no CVI.

Informação de carácter geral — não substitui consulta médica. Horários dos centros de vacinação podem alterar-se.
A par da febre amarela, a malária e as hepatites A e B são das ameaças de saúde mais relevantes antes de certos destinos. Ao contrário da febre amarela, a malária não tem vacina de uso corrente em Portugal — previne-se com medicação. As hepatites A e B têm vacinas eficazes. A lista exacta não se decide por um artigo: decide-se na consulta do viajante, com o itinerário à frente. O que é a videoconsulta (39 €, vacina no CVI): consulta do viajante online.
Hub de vacinas: vacinas de viagem. Por país: Brasil, Índia, Tailândia, Quénia, Angola, Moçambique. Preço: quanto custa a consulta.
Profilaxia de malária
A malária transmite-se pela picada de mosquitos infectados, em zonas tropicais e subtropicais de África, Ásia e América do Sul. Não existe vacina de rotina para viajantes em Portugal. A prevenção faz-se com medicação preventiva (profilaxia) — tomada antes, durante e depois da estadia na zona de risco — e com medidas contra picadas (repelente, roupa que cubra, rede mosquiteira).
A necessidade depende do país, da região (capital turística vs. interior) e da época (a época das chuvas sobe o risco em muitos destinos). Destinos onde a pergunta aparece muito:
- África Subsariana (grande parte do continente)
- Sudeste Asiático e subcontinente indiano — risco focal, não «o país inteiro»
- Amazónia (não o Rio turístico)
- algumas ilhas do Pacífico
Nairobi não é a costa; Brasília não é a Amazónia. Essa distinção é da consulta.
Como funciona a medicação preventiva
Há vários esquemas. A escolha depende do destino, da duração e do historial (gravidez, psiquiatria, epilepsia, outros fármacos). Não publique aqui nomes nem doses para se automedicar — a medicação errada reduz a protecção. Em Portugal a profilaxia exige receita. Detalhe clínico: profilaxia da malária.
De forma geral começa antes da partida (o intervalo varia com o medicamento, de alguns dias a cerca de duas semanas), continua na estadia e prolonga-se após o regresso.
Febre depois de voltar
Se tiver febre até um ano após uma zona com risco de malária — mesmo com profilaxia correcta — procure avaliação urgente e diga que viajou. A malária pode manifestar-se com atraso; é emergência tratável se for identificada a tempo. 112 ou, se não for emergência, SNS 24 (808 24 24 24).
Vacina da hepatite A
A hepatite A é uma infecção do fígado transmitida sobretudo por água ou alimentos contaminados. É das vacinas de viajante mais frequentemente recomendadas, inclusive para destinos que não pedem certificado de febre amarela.
Esquema habitual: 2 doses, com meses de intervalo. A primeira dose já confere protecção significativa a partir de cerca de 2 semanas — útil se a viagem está perto, ainda que o ideal seja marcar 4 a 6 semanas antes (quando agendar).
Recomendada, na prática, para a generalidade dos viajantes com destino a África, Ásia, América Central e do Sul, e partes da Europa de Leste — fora do bloco Europa Ocidental / América do Norte / Austrália / Nova Zelândia. A toma, no circuito internacional, é no CVI com prescrição.
Consulta do viajante · videoconsulta
Prepare a viagem com um plano de vacinas personalizado
- 39 € · consulta por videochamada
- Receita e plano de vacinas no próprio dia, quando indicados
- Vacinas pagas à parte, num Centro de Vacinação Internacional
Vacina da hepatite B
A hepatite B transmite-se por via sanguínea e sexual: sangue, procedimentos médicos ou dentários com material não esterilizado, tatuagens, contacto sexual desprotegido. Pesa sobretudo em viagens longas, mochila, voluntariado, ou destinos onde possa precisar de cuidados locais.
Esquema clássico: 3 doses, ao longo de meses. Muita gente em Portugal já a tem no Programa Nacional de Vacinação. Na consulta o médico vê o boletim e decide se falta completar ou reforçar — não se assume que «já está feito».
Preciso de malária e de hepatites?
Depende do destino e do tipo de viagem. É frequente que a mesma viagem (certos países de África ou do Sudeste Asiático) justifique profilaxia de malária e hepatite A, por vezes B. Não copie um fórum: consulta do viajante.
A Lon Clinic não injecta vacinas na videochamada. Sai prescrição para o CVI e, quando indicada, receita de profilaxia para a farmácia. A CUF não administra o circuito da febre amarela; hepatite A/B no CVI segue a mesma lógica de prescrição.
Como marcar a avaliação
- Marque a consulta do viajante — 39 €, 20 minutos (1 pessoa).
- Videoconsulta no browser, com destino, datas e boletim de vacinas.
- Quando indicado: prescrição para o CVI e receita de malária para a farmácia no próprio dia.
- Toma as vacinas no CVI; os comprimidos na farmácia. Não estão nos 39 €.
Se o voo é esta semana: consulta do viajante urgente. Em Lisboa: onde marcar.
Perguntas frequentes
A malária tem vacina em Portugal para viajantes?
Não de rotina. A prevenção é profilaxia com receita e protecção contra picadas. Profilaxia da malária.
A primeira dose de hepatite A chega se viajo daqui a duas semanas?
Confere protecção significativa a partir de cerca de duas semanas; o esquema completo são duas doses. Ainda vale marcar a consulta. Quando agendar.
A hepatite B já está no boletim de criança. Preciso de reforço?
Muitas vezes o esquema está completo. O médico confirma no boletim; não assuma nem recuse o reforço só por este artigo.
A consulta online inclui as vacinas?
Não. Inclui a avaliação e a prescrição. A toma é no CVI. Quanto custa.
Este artigo tem fins informativos e não substitui aconselhamento médico individualizado. As recomendações variam por destino, época, duração e historial. Em emergência, 112.
Fontes
- Preçário Lon Clinic, 2026 — consulta do viajante 39 €
- consulta/profilaxia-malaria · consulta/vacinas-viagem
- DGS
- OMS — Malaria · OMS — Hepatitis A
- CDC Yellow Book
- ERS n.º 45475
- Revisão: Dr. Rita Aguiar
Revisto pela Dr. Rita Aguiar ·