Saltar para o conteúdo
Início Magazine Guias Contato Login

Depressão

O papel do exercício físico no tratamento da depressão

Uma revisão Cochrane com quase 5.000 participantes mostra que o exercício tem efeito comparável à terapia e aos antidepressivos na depressão.

Partilhar WhatsApp
O papel do exercício físico no tratamento da depressão

Informação de carácter geral — não substitui consulta médica individualizada.

Correr, caminhar, levantar pesos — soa simples de mais para ser um tratamento sério para a depressão. E, no entanto, a evidência científica mais recente sugere que pode ser tão eficaz quanto a terapia.

Uma revisão da Cochrane, que reuniu 73 ensaios clínicos randomizados com quase 5.000 adultos com depressão, encontrou um benefício moderado do exercício físico na redução de sintomas depressivos, em comparação com não receber qualquer tratamento. Quando comparado com a psicoterapia, o exercício mostrou um efeito semelhante, com evidência de certeza moderada baseada em dez ensaios clínicos.

Que tipo de exercício funciona melhor

Embora a revisão não isole um único tipo de exercício como definitivamente superior, outra investigação mais recente sugere que caminhar ou correr, ioga e treino de força tendem a ser particularmente eficazes, com benefícios crescentes consoante a intensidade — ainda que mesmo exercício de baixa intensidade traga benefícios significativos. O contexto da escolha entre abordagens está em terapia ou medicação.

Uma vantagem adicional: menos efeitos secundários

Segundo a mesma revisão Cochrane, os efeitos secundários do exercício foram raros — principalmente lesões musculoesqueléticas ocasionais — comparados com os efeitos típicos da medicação antidepressiva, como fadiga e problemas gastrointestinais.

Perguntas frequentes

Quanto exercício é preciso para ajudar na depressão?

A investigação não define uma quantidade universal exata, mas sugere que mesmo exercício de intensidade baixa a moderada, praticado com regularidade, traz benefícios significativos.

O exercício pode substituir a medicação antidepressiva?

Para depressão ligeira a moderada, pode ser uma alternativa autónoma válida, mas a decisão deve ser sempre feita com acompanhamento médico, especialmente em casos mais graves.


Este artigo tem fins informativos e não substitui uma avaliação clínica individual. Em situação de emergência, ligue 112.

Fontes