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Depressão

Depressão pós-parto: falar sobre o que ainda é tabu

A depressão pós-parto afeta 1 em cada 10 mães. Saiba distingui-la da «baby blues» e conheça os sinais, segundo a Mayo Clinic.

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Depressão pós-parto: falar sobre o que ainda é tabu

Informação de carácter geral — não substitui consulta médica individualizada.

Devia sentir-se radiante. Em vez disso, sente-se triste, sozinha, irritável — e, acima de tudo, culpada por não sentir a felicidade que «devia» sentir depois de ter um filho. É este o peso silencioso da depressão pós-parto.

Segundo dados do CDC citados pela Mayo Clinic, 1 em cada 10 novas mães vive depressão pós-parto — uma condição real, distinta da «baby blues» por durar mais tempo e ser tipicamente mais intensa. Os sintomas incluem alterações de humor, ansiedade, tristeza, choro, irritabilidade e uma sensação constante de estar sobrecarregada. Há sobreposição frequente com burnout materno.

A diferença entre «baby blues» e depressão pós-parto

Segundo especialistas da Mayo Clinic, a depressão pós-parto tipicamente surge com sintomas de humor e ansiedade que se manifestam a partir de cerca de três semanas depois do parto, podendo prolongar-se até ao primeiro ano após o nascimento — diferente da «baby blues», que costuma durar apenas cerca de duas semanas.

O que ajuda

Descansar o máximo possível, aceitar ajuda de família e amigos, ligar-se a outras mães recentes, reservar tempo para si própria e evitar álcool são recomendações da Mayo Clinic — mas o passo mais importante é falar com a sua equipa de saúde sobre os sintomas, porque o tratamento funciona. Quem está ao lado pode começar por como apoiar alguém que vive com depressão.

Perguntas frequentes

Quantas mães têm depressão pós-parto?

Cerca de 1 em cada 10, segundo dados do CDC citados pela Mayo Clinic — um número provavelmente subestimado devido à relutância em pedir ajuda.

Qual a diferença entre baby blues e depressão pós-parto?

A baby blues dura cerca de duas semanas; a depressão pós-parto é mais intensa, dura mais tempo e pode surgir até um ano após o parto.


Este artigo tem fins informativos e não substitui uma avaliação clínica individual. Em situação de emergência, ligue 112.

Fontes