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Depressão

Depressão sazonal: porque nos sentimos pior no inverno

O que é a perturbação afetiva sazonal (SAD), porque acontece no inverno e quais os tratamentos com mais evidência científica, segundo o NIMH.

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Depressão sazonal: porque nos sentimos pior no inverno

Informação de carácter geral — não substitui consulta médica individualizada.

Todos os anos, por volta de novembro, a mesma sensação regressa: menos energia, mais vontade de dormir, menos interesse por tudo. E todos os anos, na primavera, desaparece sozinha. Se isto lhe é familiar, pode estar a lidar com uma perturbação afetiva sazonal.

Segundo o National Institute of Mental Health, a perturbação afetiva sazonal (SAD, na sigla em inglês) descreve alterações de humor e comportamento que ocorrem sempre que as estações mudam, mais frequentemente no outono e inverno, com melhoria na primavera e verão.

Porque acontece

A investigação sugere que dois químicos cerebrais — a serotonina e a melatonina — estão envolvidos na perturbação afetiva sazonal. A redução da luz solar no inverno está associada a níveis mais baixos de serotonina, um regulador do humor, enquanto a melatonina, que regula o ciclo sono-vigília, pode ser produzida em excesso nestas condições. O ciclo com o sono é especialmente relevante aqui.

Tratamentos com evidência científica

O NIMH identifica a terapia de luz (exposição diária a uma caixa de luz específica), a psicoterapia — nomeadamente a terapia cognitivo-comportamental — e a medicação antidepressiva como as opções de tratamento com mais evidência para a perturbação afetiva sazonal. Sobre medicação em geral, ver antidepressivos: o que esperar.

Perguntas frequentes

A depressão sazonal só acontece no inverno?

É mais comum no outono/inverno, mas existe também uma forma menos frequente associada à primavera/verão, segundo o NIMH.

A terapia de luz funciona mesmo?

É um dos tratamentos com mais evidência científica para a perturbação afetiva sazonal, segundo o National Institute of Mental Health, geralmente com melhoria visível dentro de uma a duas semanas de uso consistente.


Este artigo tem fins informativos e não substitui uma avaliação clínica individual. Em situação de emergência, ligue 112.

Fontes