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Depressão

Depressão crónica (distimia): o que é e como se trata

A perturbação depressiva persistente (distimia) dura pelo menos dois anos. Saiba o que a distingue da depressão major, segundo o NIMH.

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Depressão crónica (distimia): o que é e como se trata

Informação de carácter geral — não substitui consulta médica individualizada.

Há quem viva anos a sentir-se «sempre um pouco em baixo», sem nunca ter um episódio agudo que leve a pedir ajuda — e que, por isso mesmo, nunca chega a ser diagnosticado. Este é o retrato típico da distimia.

Segundo o National Institute of Mental Health, a perturbação depressiva persistente — também conhecida como distimia — envolve sintomas de depressão que duram pelo menos dois anos. Uma pessoa com este diagnóstico pode ter episódios de depressão major sobrepostos a períodos de sintomas menos severos, mas sempre presentes.

Porque é frequentemente confundida com «temperamento»

Precisamente por ser tão prolongada e menos intensa do que um episódio depressivo agudo, a distimia é muitas vezes interpretada — pela própria pessoa e por quem a rodeia — como um traço de personalidade («é assim mesmo», «sempre foi mais pessimista»), em vez de ser reconhecida como uma condição clínica tratável. O mesmo acontece na depressão de alta funcionalidade.

Como se trata

O tratamento segue princípios semelhantes aos da depressão major: psicoterapia, medicação antidepressiva, ou uma combinação de ambas, consoante a avaliação clínica. Por a distimia ter uma duração tão prolongada, o acompanhamento tende a ser também mais continuado no tempo. Sobre episódios que voltam, ver recaída na depressão.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre distimia e depressão major?

A distimia envolve sintomas mais ligeiros mas prolongados (pelo menos dois anos); a depressão major envolve sintomas mais intensos, presentes na maior parte do dia, durante pelo menos duas semanas.

É possível ter as duas ao mesmo tempo?

Sim — uma pessoa com distimia pode ter episódios sobrepostos de depressão major, um padrão reconhecido clinicamente.


Este artigo tem fins informativos e não substitui uma avaliação clínica individual. Em situação de emergência, ligue 112.

Fontes