Ansiedade
Ansiedade e saúde do coração: o que a ciência diz
A ansiedade não afeta só a mente — está associada a maior risco cardiovascular. Saiba o que revela a investigação da American Heart Association.

Informação de carácter geral — não substitui consulta médica individualizada.
Durante muito tempo, a ansiedade foi tratada como uma questão «apenas» psicológica. A investigação cardiovascular mais recente sugere que a realidade é bem mais física do que isso.
Um estudo publicado no Journal of the American Heart Association, envolvendo pacientes com doença cardíaca, encontrou que aqueles com ansiedade têm o dobro do risco de morte por qualquer causa, comparados com pacientes sem ansiedade — e aqueles com ansiedade e depressão simultâneas têm o triplo desse risco (resumo via ScienceDaily). Os investigadores sublinham que, embora a depressão já fosse associada há muito a pior prognóstico cardíaco, a ansiedade tem recebido menos atenção — algo que os dados sugerem que precisa de mudar. Quem também vive humor baixo persistente pode ler quando procurar ajuda para a depressão.
O risco também se aplica a AVC
Outro estudo, também publicado num periódico da American Heart Association, seguiu mais de 6 mil pessoas ao longo de 22 anos e encontrou que aqueles no terço mais elevado de sintomas de ansiedade tinham um risco 33% superior de AVC, comparados com os do terço mais baixo — possivelmente relacionado com fatores como tabagismo, sedentarismo e níveis elevados de hormonas de stress mais frequentes em pessoas com ansiedade crónica.
O que isto significa na prática
Gerir a ansiedade não deve ser visto apenas como uma questão de conforto emocional — tem implicações reais e mensuráveis na saúde cardiovascular a longo prazo, o que reforça a importância de procurar tratamento adequado, especialmente em pessoas com fatores de risco cardíaco já existentes. A medicação, quando indicada, faz parte desta conversa clínica.
Perguntas frequentes
A ansiedade aumenta mesmo o risco de morte em pacientes cardíacos?
Sim — segundo um estudo no Journal of the American Heart Association, o risco duplica em pacientes cardíacos com ansiedade, comparados com os sem ansiedade.
A ansiedade crónica pode aumentar o risco de AVC?
Estudos da American Heart Association associam níveis elevados de ansiedade a um risco significativamente maior de AVC ao longo do tempo.
Este artigo tem fins informativos e não substitui uma avaliação clínica individual. Em situação de emergência, ligue 112.