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Como medir o burnout na sua equipa: questionários validados e como os aplicar
Que questionários validados existem para medir o burnout numa equipa, as licenças de cada um, e como aplicá-los sem pôr em causa a confidencialidade.
Atualizado a · Lon Clinic
Resposta curta: os sinais mais comuns de burnout numa equipa são cansaço persistente, cinismo ou irritação, queda de desempenho, mais ausências curtas e afastamento nas reuniões. Para ter certeza, aplique um questionário validado e anónimo, como o Copenhagen Burnout Inventory, e analise os resultados por equipa, em grupos com pelo menos 10 respostas. O CBI é curto e de uso livre; o Maslach Burnout Inventory (MBI) é o mais conhecido mas exige licença paga. Meça uma vez, mude alguma coisa, e volte a medir ao fim de 6 meses.
Porque medir
Sem dados, a conversa sobre burnout fica entre impressões («a equipa parece cansada») e casos que já rebentaram. Uma medição dá:
- uma fotografia de onde está o risco, por equipa;
- prioridades para decidir o que mudar primeiro;
- um ponto de partida para ver se as medidas resultaram.
Questionários validados
| Questionário | O que mede | Duração | Licença |
|---|---|---|---|
| Copenhagen Burnout Inventory (CBI) | Burnout pessoal, ligado ao trabalho e ligado aos clientes | 19 perguntas, cerca de 5 minutos | Descrito como de uso livre |
| Maslach Burnout Inventory (MBI) | Exaustão, despersonalização, realização pessoal | 16 a 22 perguntas | Licença paga (Mind Garden), por aplicação |
| Burnout Assessment Tool (BAT) | Exaustão, distanciamento mental, alterações cognitivas e emocionais | 23 perguntas (versão curta com 12) | Confirmar os termos no site da KU Leuven |
| Questionários de riscos psicossociais (por ex., COPSOQ) | Exposição a fatores de risco, não só o burnout | Mais longos | Varia conforme a versão |
Para um rastreio de burnout numa empresa, o CBI é um bom ponto de partida: curto, validado e sem custos de licença. Se precisa da avaliação de riscos psicossociais completa, combine-o com um questionário de riscos. Ver avaliação de riscos psicossociais.
Confirme sempre a licença antes de usar um questionário num contexto comercial.
Como aplicar sem perder a confiança das pessoas
- Explique o porquê antes de enviar: para que serve, quem vê o quê, o que acontece a seguir.
- Use uma entidade externa para recolher as respostas. As pessoas respondem com mais franqueza.
- Garanta o anonimato: resultados só por grupos com pelo menos 10 respostas; nada individual chega à empresa.
- Ofereça ajuda individual a quem tiver um resultado elevado, de forma confidencial: o próprio recebe o seu resultado e o caminho para uma consulta.
- Partilhe os resultados agregados com as equipas, e o que vai mudar.
- Repita ao fim de 6 meses com o mesmo questionário.
Ler os resultados
- Compare equipas entre si e com a medição anterior, mais do que com «médias nacionais».
- Olhe para a distribuição, não só para a média: 20% de pessoas em risco elevado numa equipa importa, mesmo que a média pareça razoável.
- Cruze com absentismo, rotação e horas extra.
Fontes
- Kristensen, T. S., et al. (2005). The Copenhagen Burnout Inventory: a new tool for the assessment of burnout. Work & Stress, 19(3), 192–207.
- Mind Garden, Maslach Burnout Inventory
- Burnout Assessment Tool, KU Leuven
Perguntas frequentes
Qual é o melhor questionário para medir o burnout?
Depende do objetivo. O Copenhagen Burnout Inventory (CBI) é curto e de uso livre; o Maslach Burnout Inventory é o mais conhecido mas exige licença paga; o Burnout Assessment Tool (BAT) é mais recente.
Quantas respostas são precisas?
Para proteger o anonimato, só mostre resultados de grupos com pelo menos 10 respostas.
De quanto em quanto tempo repetir?
Uma medição de base e uma nova ao fim de 6 meses permitem ver se as mudanças tiveram efeito.
Informação de carácter geral. Não substitui aconselhamento jurídico nem uma avaliação clínica individual.